Grande Otelo

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Grande Otelo, mascote da campanha.

Apoio de várias celebridades

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Hebe Camargo num lambeselinho em Grande Otelo, mascote da campanha.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Belo Horizonte - MG CCZs serão fiscalizados

leishmaniose

Saúde realiza 270 testes rápidos caninos durante ação em combate à leishmaniose em Bataguassu

Micael Antunes
Um balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde mostra que um total de 270 testes rápidos caninos para diagnóstico da leishmaniose visceral foram realizados durante a campanha promovida pela pasta no último dia 8 de abril.
De acordo com a coordenadora municipal de Vigilância em Saúde, Paula Romão Dias, o “Dia D” foi desenvolvido no estacionamento da Secretaria, com atendimentos oferecidos à população, das 9 às 15 horas.
Paula comenta que do total de animais atendidos [270], em torno de 13% apresentou nos testes rápidos confirmação para a doença. Ela esclarece que nesses casos, houve a coleta de sorologia para a realização de novos exames que já foram encaminhados ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MS), em Campo Grande, e que os resultados retornam em 15 dias. A coordenadora frisa que caso haja a confirmação da patologia, o animal deverá ser sacrificado.
Durante a atividade, segundo ela, houve ainda distribuição de folders informativos sobre a doença e tirada dúvidas dos populares sobre o ciclo de vida do inseto lutzomyia longipalpis popular mosquito-palha, transmissor da doença; e também sobre o animal contaminado. Toda a ação contou com a participação dos agentes de saúde e do médico veterinário do município.
Paula observa que a população participou ativamente da atividade. “Tivemos um saldo positivo de participantes, o que mostra que a população está entendendo a importância do trabalho, que tem como objetivo principal reduzir a incidência da patologia em todo o município”, comentou a coordenadora, que salienta que novas ações serão desencadeadas em Bataguassu nas próximas semanas, visando o combate a leishmaniose.
Conforme levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, o município possui um total de 2.200 cachorros (população canina).
Fonte:Prefeitura de Bataguassu

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Leishmaniose em Rio Preto - SP assustadores os casos

PREFEITURA FAZ AÇÃO CONTRA LEISHMANIOSE

Mais uma doença está assustando os moradores da nossa região.

Abril 05
15:542017
A nova ameaça é o mosquito-palha, transmissor da leishmaniose. Neste ano já foram registrados casos da doença em animais e também em humanos. Para ter um controle da doença na cidade, veterinários da vigilância epidemiológica estão fazendo uma ação para colher amostras de sangue de animais em áreas de risco, para exames.

domingo, 12 de março de 2017

Leishmaniose - Sul de Minas é muito prejudicado com a presença do flebotomínio

10/03/2017 07h30 - Atualizado em 10/03/2017 07h30

'Higiene é única forma de combater leishmaniose', diz infectologista

Em 2017. um caso da forma visceral da doença foi registrado no Sul de MG.
Mais branda, a leishmaniose cutânea também tem ocorrido na região.

Daniela AyresDo G1 Sul de Minas
O aparecimento de casos de leishmaniose no Sul de Minas tem preocupado as autoridades em saúde. Em Lavras (MG), uma campanha de prevenção foi iniciada no final de janeiro, depois que uma menina de 13 anos foi identificada com a forma mais letal da doença, a visceral. Em Poço Fundo (MG), pelo menos duas pessoas manifestaram a versão mais branda, a cutânea, que causa úlceras na pele. Causada por um protozoário, a doença infecciosa crônica é incomum na região. "Manter a higiene é a única forma de combater a leishmaniose", afirma o infectologista Adelmo Silva Neto.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, nove casos de leishmaniose visceral humana foram registrados em municípios da região, dos quais sete pacientes haviam se deslocado para outras regiões e estados, o que impediu a identificação do local onde a infecção ocorreu. Nas outras duas notificações, a secretaria confirmou que a infecção ocorreu em Alpinópolis, no ano de 2009.
Leishmaniose não é transmissível, mas em alguns casos pode levar a morte; na forma cutânea, causa feridas na pele (Foto: Reprodução/EPTV)Leishmaniose não é transmissível, mas em alguns casos pode levar a morte; na forma cutânea, causa feridas na pele (Foto: Reprodução/EPTV)
"A doença é comum principalmente nas regiões Centro, Norte, Leste, Noroeste e Nordeste do Estado. A ocorrência de casos de leishmaniose visceral humana na região Sul de Minas Gerais é pouco comum, geralmente são provenientes de outras áreas do estado de Minas Gerais", explicou o órgão por meio de nota ao G1.
Lavras, MG (Foto: Reprodução EPTV/Tarciso Silva)Em Lavras, um caso de leishmaniose visceral foi
confirmado em janeiro; menina de 13 anos
sobreviveu a doença extremamente letal
(Foto: Reprodução EPTV/Tarciso Silva)
Ainda conforme a secretaria, em 2014, o estado teve 363 registros da forma visceral da doença, enquanto houve 448 confirmações em 2015 e outras 515 em 2016. "Nos últimos três anos, pode-se observar a tendência de crescimento do número de casos confirmados de leishmaniose visceral no Estado. Dessa forma, as atividades de vigilância e controle da doença devem ser realizadas de forma integrada e contínua, como forma de prevenir a expansão da mesma, a ocorrência de casos e óbitos", informou a secretaria.
Para o infectologista Adelmo Silva Neto, combater o mosquito que transmite a doença, conhecido popularmente como mosquito-palha, é a melhor prevenção, já que não há vacina contra a leishmaniose e os tratamentos são demorados. Ele explica, em entrevista ao G1, como a doença se comporta e que os cuidados para evitar a proliferação do transmissor são semelhantes aos de combate ao Aedes aegypti, associado à dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
Infectologista Adelmo Silva neto tira-dúvidas sobre a leishmaniose (Foto: Daniela Ayres/G1)Infectologista Adelmo Silva neto tira-dúvidas sobre a leishmaniose (Foto: Daniela Ayres/G1)
G1: O que é a leishmaniose?
Infectologista Adelmo: A leishmaniose é um grupo de doenças. Há quatro principais espectros da doença. A mais simples, menos grave, é a leishmaniose cutânea ou tegumentar, que apresenta úlceras que dão na pele, geralmente em área exposta, como braços, faces, perna. Tem uma forma mais grave da própria cutânea, que chama cutânea difusa, que são lesões generalizadas no corpo inteirinho, lembra muito a hanseníase mesmo. E outra forma cutânea é a muco-cutânea que, além de pegar a pele, pega a mucosa- afeta o septo nasal, gengiva- é o que pessoal chamava de "nariz de anta", "úlcera de bauru".Mas nada se compara à leishmaniose visceral, também conhecida popularmente como calazar. E cada uma dessas é causada por uma espécie diferente do gênero leishmania. A leishmania não é uma bactéria nem um vírus. É um protozoário. Ela tem várias espécies e cada uma é responsável por cada forma.
G1: Quais sintomas a doença apresenta?
Adelmo: As formas cutâneas apresentam úlceras. O que diferencia uma da outra é onde essas lesões aparecem. A visceral é causada pelo [protozoário] leishmania chagasi. É totalmente diferente da tegumentar. É uma doença sistêmica, que ataca o corpo inteiro. Os primeiros sintomas, às vezes, são fraqueza, adinamia [fraqueza muscular], sonolência, fadiga extrema. É uma doença muito difícil de identificar porque os sintomas são muito gerais. Os sintomas mais específicos aparecem, infelizmente, quando a doença já está mais avançada. A barriga começa a crescer porque o baço aumenta, febre muito alta, que não passa. Dos quatro tipos de leishmaniose é a de maior letalidade, mas tem tratamento.
leishmaniose, Sul de Minas (Foto: Reprodução EPTV/Edson de Oliveira)Leishmaniose cutânea causa lesões na pele
(Foto: Reprodução EPTV/Edson de Oliveira)
G1: E como é feito o diagnóstico?
Adelmo: As formas cutâneas podem ser identificadas por exame de sangue, mas o diagnóstico mais eficaz é feito a partir do esfregaço da lesão, que é analisado por um patologista. A visceral depende do exame de sangue ou biópsia do baço, para localizar o protozoário.

G1: A leishmaniose deixa sequelas?
Adelmo: Para os casos de leishmaniose cutânea, a sequela é mais estética. Nunca vi um caso que não deixasse uma cicatriz. Na forma mais grave da cutânea, que é a muco-cutânea, por atingir as mucosas, o paciente pode ter uma sinusite crônica, por exemplo. Na visceral, a pessoa vai ficar mais fraca, mais sujeita a anemia, há piora do condicionamento cardiovascular, porque é uma doença que ataca o fígado e a medula óssea. Com o tempo, o paciente vai se recuperando, mas pode deixar sequela sim.
mosquito-palha, flebótomo, leishmaniose, Sul de Minas (Foto: Reprodução EPTV/Tarciso Silva)Combater o mosquito-palha é solução para evitar novos casos de leishmaniose no Sul de Minas
(Foto: Reprodução EPTV/Tarciso Silva)
G1: O Sul de Minas registrou alguns casos de leishmaniose este ano. No único caso da forma visceral, a paciente conseguiu se recuperar. Mesmo assim, a preocupação em torno da proliferação da doença surgiu. O senhor costuma ver casos de leishmaniose na região?
Adelmo: Aqui no Sul de Minas é incomum. Eu nunca tratei esses casos aqui. A forma cutânea é mais comum no Norte e Nordeste do país. A visceral existe em Minas, mas em outras regiões, que são endêmicas.
G1: E como ocorre a transmissão?
Adelmo: O transmissor é o flebótomo, conhecido popularmente como mosquito palha. Ele transmite o protozoário por meio da picada. Os cães são hospedeiros da leishmaniose visceral. Eles não transmitem a doença, assim como ela não é transmitida entre humanos. Mas o mosquito pode picar o cachorro que está com a doença e se infectar.
Rio Machado, Poço Fundo (Foto: Reprodução EPTV/Edson de Oliveira)Locais úmidos e sem limpeza adequada favorecem a proliferação do mosquito-palha
(Foto: Reprodução EPTV/Edson de Oliveira)
G1: E quais as formas de controle existentes?
Adelmo: Não existe vacina contra a leishmaniose. Manter a higiene é a única solução para combater o transmissor. Quando o cachorro está infectado, a eutanásia, o sacrifício do animal, embora eu não concorde, é a única medida existente porque o tratamento humano não é eficiente para os cães. No final do ano passado, foi aprovado no Brasil um tratamento específico para os animais, que pode ser uma solução, mas ainda é pouco conhecido no país. A melhor prevenção mesmo é cuidar da higiene: manter os quintais limpos, evitar a água parada, evitar o ambiente úmido, sem folhas, fazer a pulverização, usar roupas que cobrem o corpo, repelentes, telas para proteção em áreas endêmicas. A responsabilidade tem que ser dividida, não só do poder público, mas nós, cidadão, temos que ter os cuidados para erradicar o mosquito. Talvez esse descuido da população que possa ter propagado um pouco mais o protozoário, além de alterações ambientais, como o desmatamento, que influencia na propagação da doença.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Vacina contra a Leishmaniose animal, em dose única

Nova vacina contra a Leishmaniose Canina no mercado nacional

Desenvolvida pelos Laboratórios LETI, a LETIFEND® é a primeira vacina contra a Leishmaniose Canina baseada numa proteína recombinante e totalmente desenvolvida na Europa, sendo a quarta vacina contra a Leishmaniose Canina em todo o mundo.
Portugal, Espanha, França e Itália fazem parte da lista de países mais afetados com cerca de 2,5 milhões de cães infetados por Leishmania Infantum.
Estima-se que Portugal tenha mais de 2 milhões de cães e que o risco de infeção aumente entre abril e setembro. Tendo a prevalência da Leishmaniose Canina aumentado nos últimos anos, especialmente nas regiões de Lisboa, Alentejo e Algarve.
©MIGUEL BERROCAL
©MIGUEL BERROCAL
Jaime Grego, presidente dos Laboratórios LETI, explica que “em 2016, obtivemos a aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para comercialização da vacina LETIFEND® em todos os estados membros da União Europeia. Esta inovadora vacina, que agora está disponível a todos os veterinários portugueses, é também um passo fundamental para o desenvolvimento da vacina contra a Leishmaniose Humana, um projeto com elevada prioridade para os Laboratórios LETI, que desde há cerca de 25 anos realizam investigações em colaboração com diversos centros nacionais e internacionais para alcançar este objetivo”.
Esta vacina recombinante é o resultado de anos de investigação dos Laboratórios LETI. LETIFEND® tem por base uma proteína quimérica, construída a partir da união de cinco fragmentos de proteínas do parasita L. infantum, com capacidade antigénica, para proporcionar, aos veterinários, uma ferramenta avançada, plenamente segura e eficaz na imunização de cães não infetados, logo a partir dos 6 meses de idade.
A nova vacina reduz o risco de infeção ativa ou doença clínica após exposição do animal ao L. infantum, e foi concebida para minimizar o risco de efeitos secundários e reações adversas, graças à sua fórmula, única, sem adjuvante.
©MIGUEL BERROCAL
©MIGUEL BERROCAL
LETIFEND® é administrada numa única dose anual, de modo que pode ser incluída em protocolos de vacinação dos cães, logo a partir dos 6 meses de idade e começa a atuar 28 dias após a administração, com imunidade para 365 dias.
A sua fórmula permite a vacinação dos animais, sem comprometer ou interferir com o posterior diagnóstico serológico e garante a inexistência de efeitos secundários no animal, frequentemente verificados até então.
Os Laboratórios LETI têm estrutura física em Portugal (Leça do Balio, no Porto), para dar resposta às necessidades do mercado nacional, que é muito relevante para a empresa espanhola com sede em Barcelona.
Este é mais um passo fundamental dos Laboratórios LETI 

Milteforan cura a leishmaniose no animal?? Saiba mais

Milteforan: medicamento realmente cura o animal com leishmaniose?

Três Lagoas      Autor: Loislenne Longui
Arquivo Pessoal/Facebook Dr. Fábio Nogueira, pesquisador responsável pela liberação do fármacoDr. Fábio Nogueira, pesquisador responsável pela liberação do fármaco
 Desde agosto do ano passado a comercialização do Milteforan – medicamento usado no tratamento de cães com leishmaniose – foi liberada no Brasil, graças a estudos e pesquisas que comprovaram o efeito de cura que a medicação possui. No entanto, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre a eficácia do produto em relação a cura do animal infectado. O ExpressãoMS, conversou com o pesquisador responsável pelo estudo de eficácia da Miltefosina no Brasil, o Médico Veterinário e sócio fundador da Brasileish, Fábio dos Santos Nogueira, para esclarecer dúvidas frequentes sobre o assunto.
A leishmaniose humana e canina é uma doença que apresenta tratamento, mas é de difícil cura. “Quando falamos de cura, quero dizer cura parasitológica estéril, o que é raro nesta enfermidade”, explicou o doutor. O país passa por um aumento significativo e progressivo do número de casos humanos e caninos de leishmaniose visceral, gerando grande preocupação nos agentes de saúde pública, médicos e veterinários no país. Em Três Lagoas, nos últimos três anos foram constatados aumento de 71% nos casos de leishmaniose visceral em humanos. Em 2014 foram sete casos; 2015 positivos deram nove; e em 2016, 12 pessoas foram diagnosticadas com a doença.
Depois de anos de estudo e pesquisas – que foram realizadas em Andradina (SP) – eles conseguiram comprovar que o animal tratado não continua transmitindo a doença. Essa dúvida afinal é um antigo tabu da sociedade, que ainda tem preconceito em adotar ou cuidar de animais que tenham a doença. “O tutor deve procurar o tratamento sabendo que vai lhe exigir responsabilidade, acompanhamento clínico, custos e que visa um tratamento individual e não como medida de saúde pública. Com a liberação de uma droga específica para o tratamento canino, o veterinário sai da clandestinidade e se for realizado de forma correta terá uma excelente possibilidade de tratamento do animal”.
O tratamento
O tratamento promove melhora clínica, redução da carga parasitária, recuperação imunológica e redução ou bloqueio da transmissão da doença. O Milteforan mata o parasito, ou seja, tem efeito leishmanicida. Sua administração deve ser feita durante 28 dias ininterruptos, por via oral, associado com Allopurinol e outros imunomoduladores. O animal sempre irá precisar de acompanhamento veterinário.
A doença é causada por um protozoário digenético – parasitas que só completam seu ciclo evolutivo se passarem pelo menos dois hospedeiros – o vetor (conhecido como flebotomíneo), ou mosquito palha, abriga a forma promastigota, e precisa de um vertebrado que funcione como um reservatório da doença. Esse reservatório pode ser em cães, gatos, gambás e no homem. “Esta é a principal e mais importante forma de transmissão. Se não tivermos estes dois atores, não teremos a doença. Não adianta eliminar o cão e deixar os mosquitos, que utilizarão outros reservatórios para manter a enfermidade. A leishmaniose é uma doença que depois que chega à cidade, é preciso aprender a conviver com ela. Descobrir no município quais são os fatores que favoreceram a multiplicação e adaptação do inseto é primordial e deve ser o papel do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ)”.
O especialista ainda explicou que o medo que as pessoas sentem em ter um animal em tratamento dentro de casa é totalmente desnecessário, já que não é uma doença contagiosa, e apenas os flebotomíneos infectam as pessoas, que já tem algum potencial de infecção. “Infelizmente a doença é negligenciada e muitos profissionais da área médica (médicos, veterinários, biólogos) a desconhecem. Há um pré-conceito muito grande e ainda são usadas medias que eram adotadas em 1963. Hoje a medicina evoluiu e temos ferramentas de diagnóstico que nos permite identificar se um animal está infectado, se está doente, e se está transmitindo (potencial de infectividade). As pessoas ainda morrem ou por falta de diagnóstico do médico ou pelo potencial nefro e cardiotóxico das medicações que são utilizadas para o tratamento”, explicou.
Expectativa de vida do animal
A expectativa de vida de um animal vai depender da resposta perante o tratamento. O animal terá uma vida normal, no entanto deve ser acompanhado por um profissional qualificado com exames a cada quatro ou seis meses, além de usar coleiras e repelentes que impeçam uma nova reinfecção. O tratamento não o torna imune. Em áreas endêmicas a prevenção em animais tratados é essencial.
Nogueira explicou que o tratamento é individual e não será adotado como medida de saúde pública, por isso, o governo não utilizará para combater endemias. O medicamento é uma droga controlada, vendida apenas para médicos veterinários. Existe um número de série que o proprietário do animal utiliza para se cadastrar em uma ferramenta chamada Club Pet Virbac. Através desse clube, é possível obter benefícios e descontos, além de lembretes de quando procurar o médico veterinário novamente. No entanto, o doutor explicou que somente os produtos vendidos no Brasil apresentam este número de série. O fármaco começou a ser vendido em janeiro no país.
A membra da associação Protetoras TrêsLagoas, Emiliane Souza, já perdeu as contas de quantos animais contaminados com a doença já resgatou. Ela contou que há sete anos cuida de Fred, um de seus vários animais de estimação. “Resgatei o Fred das ruas com sete meses de vida, já com leishmaniose. Na época não tínhamos acesso ao Milteforan, só se entrasse ilegalmente no Brasil, mas existem remédios que auxiliam no tratamento do animal e o permite uma vida normal. Só não conseguimos recuperar animais em estado avançado, quando a doença já afetou o fígado e os rins”.
Emiliane realiza exames de seis em seis meses, e administra corretamente o único remédio que Fred toma, Allopurinol. Segundo ela, o pet nunca apresentou recaídas e vive muito bem.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Leishmaniose avança em Presidente prudente e região.

Pesquisa aponta avanço da leishmaniose na região de PP

Da Redação, às 19:08:00 de 15/02/2017
Homem ou o animal infectados se tornam reservatórios da doença; prevenção é o principal remédio
Homem ou o animal infectados se tornam reservatórios da doença; prevenção é o principal remédio 
(Foto: Arquivo/Gabriela Oliveira/AI Unoeste)
A leishmaniose vem se espalhando rapidamente pelo Oeste Paulista desde 2005, ano em que foi relatado o primeiro caso na região.
A constatação faz parte de uma pesquisa chamada “Características clínicas e distribuição espacial da leishmaniose visceral em crianças do Estado de São Paulo: um foco emergente de leishmaniose visceral no Brasil”, um estudo interinstitucional que conta com a participação de docentes de uma universidade de Presidente Prudente.

O trabalho analisou a evolução clínica, o tratamento e aspectos epidemiológicos de 63 crianças encaminhadas ao Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente, vindas de 45 municípios que compõem a Rede Regional de Assistência e Saúde 11 (RRAS11), diagnosticadas e tratadas entre 2006 e 2010.
A pesquisa mostra que a leishmaniose é emergente no Oeste do Estado de São Paulo e foi motivada pelo registro de 330 casos humanos na região entre 2005 e 2012, sendo 19 óbitos.

A leishmaniose visceral é uma zoonose, doença que precisa de um animal vertebrado para completar seu ciclo, para isso, costuma usar um cachorro doméstico. Isso porque depois de utilizar o cão como reservatório, o mosquito transmissor infectado, que vive normalmente em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico, pode numa simples picada levar a doença ao ser humano.

E o desafio de combater à leishmaniose ganhou destaque também em âmbito internacional, já que revista especializada em saúde e doenças tropicais “Pathogens and Global Health” publicou o estudo.

Resultados

O estudo mostra alguns fatores que contribuem para a redução no número de óbitos e evolução das crianças, como a agilidade no período entre diagnóstico e tratamento. Além disso, a internação em um hospital de referência – como o HR – com equipe multidisciplinar e suporte de UTI pediátrica é fundamental.

Durante a pesquisa, apenas um óbito foi registrado. Os municípios de Panorama e Tupi Paulista tiveram o maior número de pacientes em tratamento, com 21% e 16,5% respectivamente.
A idade média das crianças internadas foi de 3,3 anos, enquanto o espaço entre o diagnóstico e início de tratamento foi de 16 dias; já o tempo médio de internação hospitalar, 18 dias.

Um detalhe que merece atenção é que 9,6% das crianças sofreram com o reaparecimento da doença ou sintoma depois de tratadas, sendo que 19% foram levadas para a UTI pediátrica.