Grande Otelo

Grande Otelo
Tela feita pelo grafiteiro CRÂNIO, em apoio à campanha.

Apoio de várias celebridades

Apoio de várias celebridades
Hebe Camargo num lambeselinho em Grande Otelo, mascote da campanha.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Gazeta noroeste


SAÚDE PÚBLICA Operação da Regional de Saúde
garantiu a não-proliferação da doença
Após um mês sem registros, surto de
leishmaniose está controlado
A equipe da vigilância que esteve nos bairros mais atingidos pela leishmaniose, junto com o Coordenador, comemoram os bons resultados do trabalho - Cristina Prezzi
A operação de vigilância sanitária realizada nos bairros Sol Nascente, Patrimônio Umuarama e Dom Bosco, área identificada como principal foco do aparecimento da leishmaniose em Umuarama, que aconteceu de 11 a 15 de junho e abrangeu 673 imóveis, foi seguida de um intenso trabalho de limpeza. O resultado desses esforços foi a diminuição para zero no número de novos casos da doença.
Na última semana, as equipes estiveram novamente na região para a realização da segunda etapa da operação, que continuou com o manejo ambiental nos quintais das residências, o reconhecimento de novas áreas de risco e o recenseamento dos animais domésticos.

Esta, segundo o chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 12ª Regional de Saúde, Flávio Posseti, que coordena a operação, foi a fase de checagem da situação das casas que foram consideradas de risco na primeira etapa do trabalho, e de averiguar se o morador tomou as devidas providências, eliminando fatores que contribuem para o aparecimento e a proliferação do vetor da doença, como umidade excessiva, restos de frutas, lixo e fezes de animais, restos de poda de árvores ou grama.
“As equipes revisitaram todas as casas, realizando a manutenção do trabalho que foi executado na primeira etapa, conferindo se todas as ações recomendadas foram realizadas e recenseando a população de animais domésticos, que também são atingidos pela leishmaniose. Além dessa manutenção, a equipe recomeçou também a identificações de novas situações de risco e a orientação aos proprietários para a feitura do manejo ambiental nos quintais e, se necessário, a realização o bloqueio químico”, relatou Posseti.
A região visitada, segundo o coordenador, apresenta um percentual de 10 a 15 % de áreas de risco e é primária no aparecimento de novos casos de doença neste ano. “O cuidado deve ser levado a sério. Até mesmo os casos registrados de pacientes de outras regiões da cidade tinham vínculo epidemiológico com esta área, pois as pessoas infectadas que não residiam nestes bairros os frequentavam, ou visitando parentes ou indo a pesqueiros próximos deste local. Inclusive, desde que realizamos a 1ª etapa do trabalho de combate à leishmaniose na região, não foram registrados novos casos da doença em nenhum ponto da cidade, isso apenas comprova o vínculo que identificamos”, detalhou.
Conforme informou Posseti, a região onde se localizam os bairros e toda área de entorno, é endêmica devido àgrande concentração de trechos de mata e áreas de preservação, também ao crescimento urbano que acontece nessa região. “É importante observar as mudanças na urbanização local, em especial quando acontece de forma muita rápida, pois a derrubada de áreas verdes tira o vetor de seu habitat e o leva a se instalar nas regiões urbanas”, explica.
Segundo ele, quando isso acontece, como está acontecendo nesta área, é necessário a prevenção. “Deve-se usar repelentes, evitar sair ao amanhecer e enoitecer, colocar telas nas janelas e usar o mosquiteiro. Estas são atitudes fáceis de tomar e que ajudam e muito a evitar a transmissão da doença. Se caso ocorrer a infecção e o indivíduo identificar alguma ferida em local onde foi picado por inseto, ele deve procurar a saúde municipal, que conta com um ambulatório especial para tratar a leishmaniose”, instruiu. (Cristina Prezzi)

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