Grande Otelo

Grande Otelo
Tela feita pelo grafiteiro CRÂNIO, em apoio à campanha.

Apoio de várias celebridades

Apoio de várias celebridades
Hebe Camargo num lambeselinho em Grande Otelo, mascote da campanha.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Depoimento da mamãe de uma PUG, que perdeu sua BB para a leishmaniose. É preciso conscientizar e prevenir, encoleirando os cães. Por que encoleirar? Porque as coleiras além de repelir o inseto ela tb mata, ajudando muito o meio ambiente e à todos nós, seres humanos. O flebotomíneo fêmea é ÚNICO transmissor, nenhum outro inseto transmite ao picar o animal, como, carrapato, mosquitos da dengue, etc, é o responsável pela transmissão. Essa transmissão é feita através das glândulas salivarias da mosquinha de 3 mm que tem cor de palha e adora restos orgânicos e úmidos. Informar, conscientizar e propagar sobre a PREVENÇÃO É PRECISO E PRECIOSO. Não caminhar com os cães muito cedo e em jardins com muitas plantas, ou ao entardecer, em locais como parques com mata, é uma boa precaução. Faça como a nossa amiga @Roxanne Nishiwaki, conte a sua história para que possamos informar outras pessoas e salvar mais vidas....GOD BLESS US!!



O Relato da mãe de Miya

4 meses após a morte da minha filha pug Miya, reuni forças para contar a vocês, minha triste jornada...
QUE MEU RELATO SIRVA DE ALERTA A TODOS OS PAPAIS E MAMÃES DE ANIMAIZINHOS!
Sou de SP, mas comprei a Miya em Brasília. Ela chegou ao final de 2013, com 9 meses. Era muito saudável, calma, boazinha... Era muito difícil perceber mudanças em seu comportamento, pois era naturalmente tranquila.
Desde o início, percebi uma "alergia" em seu queixo. Troquei os pratos por vidro, mas só piorava. Aos poucos perdeu os pelinhos ao redor da boca.
Sentia dores nas patinhas, mas sem explicação. Fez uma infinidade de exames nos 3 anos que passou comigo.
Íamos a veterinários mensalmente! Fez ultrassom várias vezes, radiografias no corpo todo, exames de sangue de todos os tipos, urina, fezes e até ressonância magnética na cabeça.
Nada explicava a piora dela que acontecia de forma progressiva. Dores nas patas, falhas nos pêlos que se espalharam pelo corpo todo, conjutivites, fezes amolecidas, anemia, febre, fraqueza, desânimo... até que começou a perder o apetite. Ela sempre foi louca por comida.

Foram muitos bons veterinários, exames, mas nada se concluía. Muitos diagnósticos infundados, mesmo com tantos exames. Fez vários tipos de tratamentos para as mais variadas doenças... Tomou muitos remédios que causaram danos irreversíveis e que só dificultaram ainda mais o correto diagnóstico. Até que em dez/2016, internei-a num hospital, pois estava com anemia aguda e precisava urgentemente de uma transfusão de sangue. Nesse hospital, ouvimos falar sobre uma doença que jamais havia sido suspeitada por nenhum dos outros veterinários: LEISHMANIOSE.
Achei pouco provável, pois Miya nunca tinha saído de São Paulo, sempre usou os melhores anti pulgas e carrapatos e era assistida por ótimos veterinários desde que chegou em minha casa. Eu conhecia Leish, sabia como era transmitida, mas não sabia do tratamento, tampouco sobre os sintomas, pois jamais me passaria pela cabeça (assim como não passou pela de nenhum vet), que ela pudesse ter uma doença dessas em São Paulo! Mas ela veio de Brasília, e após uma pesquisa, descobrimos ser uma cidade endêmica. E sim, mesmo prestes a completar 4 anos de vida, ela poderia ter trazido a doença, de lá.

Uma bateria de exames específicos para diagnosticar a doença, foi iniciada. Mesmo sem diagnóstico e pela urgência de uma solução, solicitei que se iniciassem os tratamentos para Leish. Miya estava morrendo na minha frente, internada na UTI de um hospital e eu precisava fazer algo, desesperadamente.
Primeiro exame de sorologia, deu negativo. O que não excluía a possibilidade da doença.
Segundo exame de PCR, tb deu negativo. Terceiro de medula positivo. E quarto de biópsia de pele e órgãos, tb positivos...
Tarde demais. Resultados saíram 1 semana após a morte da Miya. Ela teve duas paradas cardíacas durante um procedimento inevitável. Não resistiu após ser entubada na terceira...

Se em algum momento eu tivesse lido a respeito da doença, eu mesma teria conseguido diagnosticá-la.
Não li muito sobre doenças em cachorros porque não queria nem pensar na possibilidade de perdê-la. Tinha medo de ler e ficar sofrendo por antecipação... Hoje penso que se tivesse me informado melhor, poderia tê-la salvado e poupado o sofrimento da perda que destruiu minha vida. Sempre fui neurótica nos cuidados com ela. A levava ao veterinário até mesmo qdo lhe aparecia uma espinha! Não hesitava quando o assunto era o bem estar da minha filha. Podia ser dia, noite, não importava o horário. Se eu percebesse algo incomum, saía correndo para o vet.

Miya teve os dois tipos de Leishmaniose: cutânea e visceral.
Apresentou TODOS os principais sintomas: descamação da pele e perda de pêlos (especialmente na região das articulações, boca, orelha e rabo), dores nas articulações, febre, anemia, crescimento exagerado das unhas, emagrecimento, conjutivite, fezes amolecidas e com sangue e por fim, aumento de baço e fígado.
Os primeiros indícios da doença foram anemia e proteína alta. Uma associação que somente veterinários especialistas nessa doença, conseguem fazer...
O grande problema é que somente em nov/2016, foi liberado o tratamento de Leishmaniose em cães, no Brasil. Até então, a eutanásia era a única solução imposta pelo governo. Muitos cães foram tratados de forma clandestina. A proibição do tratamento, formou poucos especialistas no assunto...
Pelo desconhecimento dessa doença, de minha parte e tb dos vets, perdi minha única filha.

Lendo agora todo esse texto, a Leishmaniose é muito clara! Mas os sintomas vieram aos poucos, e não de uma vez. Cada novo sintoma, um novo diagnóstico, um novo tratamento, e enquanto isso, a verdadeira doença só ficava cada vez mais, "mascarada"...

Brasília é uma cidade endêmica. Miya chegou doente pra mim, e desde sempre deu indícios. Os primeiros sintomas podem demorar anos para se manifestar, mas Miya já apresentava sinais em seu primeiro hemograma completo, realizado logo que chegou: anemia e proteína alta. Além da "alergia" no queixo.

Muitos veterinários e médicos da minha família, se envolveram no caso da Miya em seu último mês de vida, mas infelizmente, não foi possível salvá-la. Hoje, seu caso está sendo estudado por veterinários da USP, que estão elaborando um material para ajudar e treinar outros veterinários a conseguirem diagnosticar essa doença.
Penso que essa atitude possa salvar muitos outros cães, então estou contribuindo com meus relatos, imagens e todos os exames que ela realizou nos últimos 3 anos (cerca de 40)!!!!

Que isso sirva de alerta a todos!

Fiquem atentos! Leiam mais sobre doenças! Pesquisem! Não ignorem qualquer tipo de anormalidade! Procurem bons especialistas! Estejam preparados financeiramente para qualquer imprevisto! Internações e determinados exames e procedimentos, custam tão caro quanto para humanos! Um bom plano de saúde pode ser a solução.

Dói muito falar sobre a Miya. Ela era minha única filha, mas sinto que posso ajudar a salvar algum animal, com minha experiência traumática, por isso vim até aqui.

Espero ter podido ajudar, de alguma forma.

FIQUEM ALERTAS!!! E amem seus animaizinhos, incondicionalmente ❤️

OBS: a Leishmaniose é transmitida pela picada do mosquito palha, que é comum em determinadas regiões do Brasil. As coleiras Scalibor e Seresto, são bastante eficazes para repelir o mosquito, e existe a vacina que é cerca de 90% eficaz.
Leishmaniose não tem cura, mas hoje, o tratamento está liberado para animais. Muitos bons remédios têm chegado ao país. Desde que acompanhados por bons vets e devidamente medicados, os animaizinhos podem levar uma vida normal.
Em caso de suspeita, peçam exames de sorologia e proteinograma. São simples, não custam tão caro e podem salvar a vida de seu bebê.


Existem muitos métodos preventivos para os cães, e agora gatos. Consulte o veterinário e previna o seu cão protegendo toda a sua família.

Coleiras : Scalibor, Serestto, (serve tb para gatos), Leevre. Scalibor e Leevre são a base de deltametrina.
Pour on - Max 3 Advantage (Bayer), Pulvex (MSD Saúde Animal), Effective (Hertape) e o Frontline para gatos tb
Vacina - Apenas uma no Brasil - A leish-tech (Hertape)

Para tratamento, o único medicamento aprovado pela ANVISA é o Milteforan do Laboratório Virbac.

Saiba mais verificando as matérias deste blog. Todas elas de veículos renomados.

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